Proposta parada quase nunca morre de “não”. Morre de silêncio, e o silêncio costuma ser nosso, não do cliente. Levei tempo pra admitir isso: eu tinha dezenas de propostas encalhadas no funil e o culpado não era o time desatento, era o meu processo de cobrança, que dependia de eu lembrar, filtrar e empurrar tudo na mão.
A cena que todo gestor de vendas conhece
Toda sexta era o mesmo ritual. Eu abria o CRM, filtrava por data de envio, conferia proposta por proposta pra ver qual tinha passado do ponto, anotava num canto quem precisava cobrar quem. Meia hora antes do almoço, toda semana. E o resultado desse trabalho todo era só chegar no óbvio: proposta enviada, vendedor ocupado com o próximo negócio, cliente que esfriou sem avisar.
O problema não é ninguém se importar. É que cobrar exige lembrar, e lembrar de dezenas de propostas ao mesmo tempo não é trabalho de memória humana. Quanto mais o funil enche, mais coisa escapa pelo vão.
Como eu faço hoje
Eu mando uma mensagem perguntando quais propostas estão paradas há mais de sete dias. O Orchestra cruza o CRM e me devolve a lista com valor e responsável de cada uma. Aí eu peço pra criar a tarefa de follow-up, ele monta a cobrança, eu aprovo, e cada vendedor recebe o toque no nome dele.
Duas mensagens, cerca de dois minutos. A meia hora de sexta virou isso.
O detalhe que muda tudo não é a velocidade. É que a cobrança parou de depender de eu estar disposto a fazer a parte chata. O sistema não esquece, não fica com preguiça na sexta cansada, não deixa a proposta boa morrer porque a semana apertou.
O que continua sendo meu
A decisão de cobrar, o tom de cada follow-up com conta sensível, o julgamento de quando é hora de ligar em vez de mandar mensagem: isso segue comigo. O Orchestra propõe e organiza. Quem aprova sou eu. Cobrança de proposta não é trabalho que exige um gerente. Vigiar o funil pra saber o que cobrar, esse sim exigia, e é o que passou a rodar sozinho.
Perguntas frequentes
Isso não é só um lembrete automático? Lembrete automático dispara na data. Isso lê o estado real do funil, cruza com quem é dono de cada proposta e monta a cobrança com contexto. A diferença é entre um alarme e um assistente.
O vendedor não fica no automático demais? A cobrança final passa por aprovação, e o vendedor recebe algo pra agir, não um robô falando com o cliente por ele. A relação continua humana. O rastreamento é que deixou de ser manual.
Serve pra quem tem CRM bagunçado? Ajuda, mas o dado sujo limita qualquer sistema. Vale resolver a higiene do CRM em paralelo (falo disso em outro post).
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